Interface gráfica do utilizador
Em
informática,
interface gráfica do utilizador (português europeu) ou
usuário (português brasileiro) (abreviadamente, o
acrônimo GUI, do
inglês Graphical User Interface) é um tipo de
interface do utilizador que permite a
interação com dispositivos digitais através de elementos gráficos como ícones e outros indicadores visuais, em contraste a
interface de linha de comando.
A interação é feita geralmente através de um
rato ou um
teclado, com os quais o usuário é capaz de selecionar símbolos e manipulá-los de forma a obter algum resultado prático. Esses símbolos são designados de
widgets e são agrupados em
kits.
Ambiente gráfico é um
software feito para facilitar e tornar prática a utilização do
computador através de representações visuais do
sistema operacional.
Para
Windows temos apenas o ambiente gráfico padrão, nas versões
Windows Vista temos a chamada
Windows Aero, com o principal recurso
Flip 3D. Para
Linux temos vários ambientes gráficos, entre eles, o
KDE,
Gnome,
BlackBox,
Xfce, etc.. Há também a opção de não precisar usar ambientes gráficos. Para prover a funcionalidade do ambiente gráfico existem programas como
X.org,
XFree86.
HISTORIA
O precursor das interfaces gráficas do utilizador foi inventado por pesquisadores do
Instituto de Pesquisa de Stanford, liderados por
Douglas Engelbart. Durante a
década de 1960, eles desenvolveram o uso de
hiperligações de texto manipuladas com um rato para o
NLS.
Ivan Sutherland desenvolveu um sistema baseado em ponteiros chamado
Sketchpad em 1963, que usava uma caneta de luz para guiar a criação e manipulação de objetos em desenhos de engenharia. Durante a
década de 1970, o conceito de hiperligações foi posteriormente refinado e estendido por pesquisadores da
Xerox PARC, que foram além da interface de texto, usando uma interface gráfica como a principal interface do computador
Xerox Alto, que influenciou a maioria das interfaces gráficas modernas desde então.
A Interface do Utilizador da PARC consiste de
widgets gráficos com
janelas,
menus, caixas de opção, caixas de seleção e
ícones. Ela usa um dispositivo de ponteiro em adição ao teclado. Seguido desse sistema PARC, o primeiro modelo baseado somente em interface gráfica foi o
Xerox 8010 Star Information System, de 1981.
[1]
Década de 1980
A partir de
1979, iniciado por
Steve Jobs e liderado por
Jef Raskin, os times de desenvolvimento do
Lisa e do
Macintosh na
Apple Computer continuaram a desenvolver as idéias da Xerox. O Macintosh foi lançado em
1984, e representou o primeiro produto de sucesso a usar uma interface gráfica. Ele utilizava uma metáfora em que os arquivos pareciam folhas de papel, e os diretórios pareciam pastas de arquivo. Havia também um conjunto de
utilitários como calculadora, bloco de notas, despertador e lixeira de arquivos..
A
Digital Research (DRI) criou o
Graphical Environment Manager, desenvolvido para trabalhar com sistemas oepracionais já existentes como
CP/M e
MS-DOS. A similaridade com
Macintosh resultou numa ação judicial da
Apple Computer. O GEM foi bastante usado no mercado a partir de
1985, quando tornou-se a interface padrão do
TOS, sistema operacional da linha de computadores
Atari ST. Mas acabou caindo em desuso com a saída do Atari ST do mercado em
1992 e com a popularidade do
Microsoft Windows 3.0.
O
Amiga foi lançado pela
Commodore em
1985 com uma interface gráfica chamada Workbench. Como praticamente todos os sistemas da época, o sistema do Amiga também seguia o modelo da Xerox, mas também era fornecia uma
interface de linha de comando para estender a funcionalidade do sistema.
Na linha
16 bit da Microsoft, o
Windows 1.0 foi uma interface gráfica para o
MS-DOS, usada na linha PC e compatíveis desde
1981. O sistema foi seguido pelo
Windows 2.0, mas foi somente a partir de
1990, com o
Windows 3.0, que popularidade do sistema cresceu. Baseada no
Common User Access, a interface se manteve estável desde então. A linha 16 bit do Windows foi descontinuada com a introdução do
Windows 95 e do
Windows NT durante a
década de 1990.
Seguindo mais ações legais, a Apple processou a Microsoft em 1988 por violação de direito autoral da interface gráfica do
Lisa e do
Macintosh.
O sistema de janelas do padrão do
Unix é o
X Window System, lançado em meados da década de 1980, cujo precursor foi o
W Window System, de 1983. Desde então, o sistema é a base de todos os sistemas Unix e derivados, como o
Linux.
Década de 1990
A adoção em massa da plataforma PC popularizou os computadores entre pessoais sem treinamento formal do equipamento. Isso criou um grande mercado, que podia explorar a oportunidade de interfaces de uso fácil. Também, o desenvolvimento de tecnologias gráficas como mais bits de cor por pixel e placas de vídeos mais rápidas favoreceram o aparecimento de sistemas mais sofisticados.
Após o Windows 3.11, a
Microsoft começou a desenvolver o
Windows 95, com uma versão melhorada do MS-DOS e uma interface gráfica remodelada. Na mesma época houve a
guerra dos navegadores, quando a
World Wide Web começou a ganhar grande atenção na cultura popular. Entratanto, o Windows 95 possuía somente um serviço online próprio da Microsoft, o
The Microsoft Network, sem acesso à
Internet. Com o lançamento de navegadores como
Netscape Navigator e
Internet Explorer, o Windows passou suportar esse novo paradigma. A interface gráfica do Windows 95 seguiu com
Windows 98,
Windows ME,
Windows 2000 e
Windows XP, sendo descontinuada a partir do
Windows Vista.
Já na
Apple, houve atualizações da interface gráfica com o
System 7 e com o
Mac OS X.
Componentes
Uma interface gráfica do utilizador usa uma combinação de tecnologias e dispositivos para fornecer uma plataforma com a qual o utilizador pode interagir.
Em computadores pessoais, a combinação mais conhecida é o WIMP, que consiste de janelas, ícones, menus e ponteiros. Nesse sistema, utiliza-se um dispositivo de ponteiro como o rato para controlar a posição dum cursor e apresentar informação organizada em janelas e representada através e ícones. Os comandos disponíveis são compilados através de menus e acionados através do dispositivo de ponteiro. Um
gerenciador de janela facilita a interação entre janelas, aplicações e o sistema de janelas, este, responsável por lidar com os dispositivos de hardware como o dispositivo de ponteiro e o hardware gráfico.
A simulação proporcionada pelos gerenciadores de janelas, incluindo a interação entre janelas e outros elementos gráficos, produz um
ambiente de desktop.
Dispositivos móveis como
PDAs e
smartphones também usam elementos do WIMP mas com outros tipos de metáforas, devido às limitações de recurso do próprio dispositivo.
Fonte: WikiPedia